Foi debatido projeto que prevê licitação para funerárias e concessão de cemitérios e casas de velório à iniciativa privada
Ex-delegado Regional de Jataí André Fernandes de Almeida recebeu a mais alta condecoração do legislativo. Iniciativa foi do vereador Major Davi Pires

Notícias
Público - 13/04/2018 - 09:34:44 - por: admin@camarajatai.go.gov.br Público - 13/04/2018 - 09:26:44 - por: admin@camarajatai.go.gov.br Público - 13/04/2018 - 09:26:22 - por: admin@camarajatai.go.gov.br Público - 13/04/2018 - 09:24:24 - por: admin@camarajatai.go.gov.br Público - 07/04/2018 - 11:34:01 - por: Francisco Privado - 07/04/2018 - 11:33:55 - por: Francisco Privado - 07/04/2018 - 11:07:54 - por: Francisco
Audiência pública: Enel garante normalização do sistema elétrico De acordo com plano apresentado por representantes da empresa que comprou a Celg D, investimentos garantirão o fim das constantes quedas no fornecimento de energia elétrica
Fotos: Hélio Domingos
Diretor da Enel Humberto Eustáquio durante apresentação para os vereadores e o público presente

Em audiência pública realizada no dia 6 de abril de 2018, no plenário João Justino de Oliveira, da Câmara Municipal de Jataí, a empresa italiana Enel, que comprou a Celg Distribuição em 2017, prestou explicações aos vereadores e à sociedade jataiense sobre as constantes quedas no fornecimento de energia elétrica no município, que se acentuaram nos últimos meses. Segundo os representantes da concessionária, o plano de investimentos, que já começou a ser implementado, prevê a normalização do sistema até 2022.


A mesa de trabalhos foi composta pelo presidente da Câmara, Adilson Carvalho, pelos vereadores Agustinho de Carvalho Filho, o "Carvalhinho", autor do requerimento para a realização da audiência, Gildenicio Santos, João Rosa, José Carapô, Major Davi Pires, Marcos Antônio, Mauro Bento Filho e Thiago Maggioni, pelo diretor de Relações Institucionais da Enel, Humberto Eustáquio Tavares Correa, pelo professor Wendel Pereira Silva, coordenador de curso da Universidade Federal de Jataí (UFJ), por Wagner Pereira de Carvalho, engenheiro da Enel, por Pablo Fernando de Brito, responsável da Enel pela manutenção regional, pelo secretário Municipal do Meio Ambiente e Urbanismo, Adenones Agostinho de Freitas, pelo procurador Geral do Município, Leonardo Melo do Amaral, representante do poder executivo, pelo professor Eliezer Alves Teixeira, do Instituto Federal de Goiás (IFG), pelo coordenador do Procon de Jataí, Célio Borges Martins, e pelo presidente do Sindicato Rural de Jataí, Vitor Gaiardo.

Ao abrir a fase de perguntas e críticas aos representantes da Enel, Victor Gaiardo, presidente do Sindicato Rural de Jataí e engenheiro eletricista, falou da situação em que a empresa italiana recebeu a estatal. "Faz 20 anos que a Celg não faz investimentos em Jataí. Vivemos esta situação devido ao descaso da antiga Celg para com o sistema de energia elétrica. Não há manutenção, especialmente na zona rural", denunciou.


O presidente da Câmara, Adilson Carvalho, lembrou as agruras às quais têm sido submetidos produtores rurais, comerciantes e consumidores em geral. "Produtores de leite ficaram cinco dias sem energia recentemente e perderam toda a produção. Quando ligam para a empresa, o atendimento, que é feito em até 24 horas, os produtos já se perderam. Esse espaço de tempo para normalização, de quatro a cinco anos, estipulado por vocês, é muito grande, é muito tempo para suportarmos esse sofrimento", considerou.

O vereador Carvalhinho, proponente da audiência pública, lamentou a falta de compensação pelo prejuízos causados pelas interrupções. "A insatisfação é quase unanimidade no município. Foi bonita a apresentação dos senhores da Enel, mas temos alguns questionamentos a fazer a vocês. Como vão ficar, dentro da programação da empresa, os prejuízos dos últimos quatro meses nas zonas urbana e rural de Jataí? Até que os investimentos se tornem realidade, quem vai pagar a conta dos prejuízos causados pelas quedas no fornecimento de energia?"


Para o vereador Major David Pires, outro problema é o atendimento ao consumidor. "É difícil falar com a pessoa responsável por ouvir reclamações quanto à manutenção da rede de energia elétrica. Essa dificuldade para ser atendido gera inclusive problemas de saúde em usuários. Antes de chegar a Jataí, as equipes vão para outras cidades, o que atrasa o atendimento. É preciso encontrar uma forma de agilizar esse serviço. A questão é de urgência e emergência. Não podemos deixar para outro dia. Há também reclamações quanto ao salário dos funcionários da Enel e a entrada de novos funcionários, sem experiência", enumerou.

Público que compareceu ao plenário da Câmara pôde manifestar-se

O vereador José Carapô acusou os sucessivos governos estaduais de fazer uso político da Celg. "Nos últimos 20 anos a Celg foi sucateada para fazer caixa para campanhas políticas, como acontece com quase todas as empresas estatais em nosso país. Não estou tirando o ônus da Enel, mas a situação criada pelo Estado gerou uma conta para nós pagarmos. A Saneago está indo para o mesmo caminho. Este momento requer que cada cidadão brasileiro tenha consciência e acompanhe o histórico de cada candidato, para que possamos retomar este país para os 99% de trabalhadores, que são os verdadeiros donos do Brasil", declarou.


Já o vereador João Rosa questionou os representantes da Enel a respeito do conhecimento que possuíam sobre a situação em que se encontrava a estatal goiana. "Quando vocês compraram a Celg, foi criança quem negociou? Vocês não sabiam da situação da empresa? Vocês sabiam, pois são pessoas formadas e conceituadas. A Enel tirou a equipe de trabalho de Jataí e levou para Rio Verde? Houve caso de caminhão arrebentar cabos e, devido à demora no atendimento, comerciantes perderam mercadorias. Um absurdo ficar 24 horas sem eletricidade", afirmou.

Enel revelou sua estrutura de atendimento e plano de investimentos por meio de apresentação gráfica

O vereador Mauro Bento Filho também mencionou o atendimento aos usuários jataienses. "A insatisfação está mais focada na agilidade do atendimento do serviço, não sei se por conta da centralização em uma regional maior, como a de Rio Verde, ou pelo pouco tempo que a empresa assumiu o serviço. Também falta investimento em linhas de transmissão. Como resolver estes problemas? O que a empresa tem para nos apresentar enquanto não são cumpridos os prazos para realização dos investimentos?", questionou.


Para o vereador Gildenicio Santos, a população jataiense, por meio de seus representantes, cansou-se de reclamar. "A situação é difícil para os consumidores jataienses. Já fizemos requerimentos e moções de repúdio contra os serviços oferecidos pela Enel e de nada adiantou. Agora gostaríamos de receber uma resposta dos representantes da empresa para todas as questões aqui levantadas, pois precisamos sair da situação em que nos encontramos", disse ele.

Ao final da audiência, Humberto Eustáquio, representante da Enel, respondeu aos questionamentos dos membros da mesa de trabalhos e do público presente. "Antes do prazo de quatro a cinco anos os investimentos de cerca de R$ 700 milhões estarão sendo feitos", assegurou ele. "Todos os serviços e melhoramentos não serão entregues apenas ao final do prazo". 


Quanto aos prejuízos, a concessionária, segundo ele, deve indenizar os usuários quando ultrapassadas as quotas individuais de interrupção por unidade consumidora. "E nós estamos efetuando esses pagamentos", declarou Eustáquio. 

"Ficamos tocados com os problemas relatados pelos pequenos produtores rurais", admitiu o executivo. "Em casos semelhantes, em Bela Vista-GO, formamos turmas de atendimento à zona rural. Poderemos fazer o mesmo em Jataí". 


Quanto ao atendimento, Humberto Eustáquio garantiu que o call centerdaEnel é auditado mensalmente. "Nos dias de intempéries, problemas em subestações, há um grande número de chamadas ao mesmo tempo, o que congestiona o sistema, o que atrapalha qualquer empresa do mundo, mas procuramos atender da melhor forma possível", afirmou. "O consumidor também pode baixar nosso aplicativo para solicitar nossos serviços".


Em relação a reclamações sobre suposta redução do número de caminhões da Enel em relação à frota que a Celg mantinha em Jataí, Eustáquio garantiu foram alteradas apenas as empresas contratadas. De acordo com ele, a cidade não perdeu turmas de serviço. Antes do encerramento da audiência, os funcionários da Enel colocaram-se à disposição dos vereadores e da sociedade em geral para quaisquer esclarecimentos.

Continuar Lendo

Galeria de imagens

Vídeo completo da audiência pública