Biografia do Parlamentar
Nivaldo Moraes foi um vereador que atuou em todos os setores da municipalidade, notadamente na área educacional e na organização estrutural do município. No que diz respeito a plano de saúde, já no primeiro ano de seu mandato – 1967 – pediu a “Designação imediata de um agente para atender o funcionalismo do Estado lotado em Jataí”. Segundo o parlamentar, “as folhas de pagamentos confeccionadas mensalmente pelo Departamento da Despesa da Secretaria da Fazenda desconta religiosamente 5% calculado sobre os vencimentos, porcentagem essa recolhida aos cofres do Ipasgo. No entanto, esse pobre funcionário, perdido nas trevas do esquecimento oficial que cobre as terras anhanguerinas, não recebem assistência do referido Instituto. Se o Presidente do Ipasgo designar imediatamente um agente para Jataí, não estará fazendo um favor a ninguém, ma sim, cumprindo sua obrigação e praticando um ato que, embora tardio, ainda representará algo na vida dos sofridos funcionários goianos lotados em Jataí”.
Ainda no campo da Saúde, Nivaldo Souza Moraes, através de requerimento, chamou a atenção do Médico Joaquim Neto Martins, chefe local do Posto de Serviço de Profilaxia da Lepra, solicitando daquela autoridade providências urgentes e enérgicas no sentido de conscientizar os portadores de lepra sobre o alto risco de contágio da doença, notadamente em ambiente de grande aglomeração de pessoas, a exemplo de feira livres.
Nivaldo era um parlamentar que levava a sério o trabalho de representante de sua comunidade. Essa característica aflora com clara evidência nos seus requerimentos e projetos de lei apresentados ao longo de seus dois mandatos no Legislativo de Jataí.
No início de 1969, profundamente desgostoso com a evolução de um quadro político de pura incoerência que passou a vigorar na Câmara de Vereadores, Nivaldo resolveu dar um tempo ao tempo seu afastamento temporário de suas funções, rematando sua exposição de motivos dizendo:“Vem mui respeitosamente requerer à Mesa da Câmara, após ouvido o Plenário, conceder-lhe uma licença dos trabalhos da Casa, pelo prazo de 10 meses, a partir desta data”. Para suprir a vaga o então presidente da Mesa Diretora Epaminondas Vieira Cunha convocou o suplente José Leopoldino de Moraes que não assumiu o cargo.
Mais tarde, em 1989, a Prefeitura criou a Secretaria Municipal da Indústria e Comércio e o Prefeito Mauro Antônio Bento trouxe Nivaldo Moraes para dirigir a nova pasta. O órgão criado prometia alento ao município no setor produtivo por tratar-se de evento da mais alta relevância para o Governo de Mauro Bento, sobretudo pela expectativa de mais emprego para grande massa de trabalhadores ociosos. Nivaldo exerceu também o cargo de Secretário Municipal da Fazenda no primeiro mandato de Mauro.