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Reestruturação do transporte público é tema de audiência
A Superintendência Municipal de Trânsito (SMT) apresentou, na noite de 5 de agosto de 2026, durante audiência pública realizada no plenário João Justino de Oliveira, da Câmara Municipal de Jataí, um pré-projeto para a reestruturação do transporte coletivo urbano da cidade. O encontro teve como objetivo apresentar os estudos técnicos iniciais, esclarecer dúvidas e receber sugestões da população antes da elaboração do projeto definitivo.
A audiência foi aberta após a leitura do Ofício nº 224/2026, encaminhado pela SMT ao presidente da Câmara, vereador Marcos Patrick, solicitando a realização do evento. Segundo o documento, a finalidade da audiência era "promover a participação da sociedade e o debate sobre os assuntos que serão apresentados pela Superintendência Municipal de Trânsito, garantindo transparência e ampla participação popular".
Ao iniciar os trabalhos, o superintendente municipal de Trânsito, Marcelo Fiório, afirmou que a proposta ainda se encontra em fase preliminar e destacou que a audiência serviria justamente para aperfeiçoar o estudo. "Estamos aqui para discutir um assunto complexo, um assunto muito importante para Jataí e que faz parte da evolução da cidade", afirmou.
Segundo Fiório, o documento apresentado não representa um projeto executivo nem uma decisão definitiva da administração municipal. "É muito diferente um pré-projeto de um projeto. Não tem liberação ambiental, impacto de vizinhança, não tem nada, porque isso aqui é um pré-projeto. Estamos todos do mesmo lado, do lado de Jataí, para construir algo bom para a cidade."
O superintendente explicou que, após a apresentação técnica, todos os inscritos teriam oportunidade de se manifestar. "Não temos absolutamente nada a esconder. Estamos fazendo algo positivo. É desse jeito que vemos o transporte público urbano no plano de gestão do prefeito Geneilton de Assis e da vice-prefeita Flaviane Scopel para 2025-2028. Um dos objetivos é melhorar o transporte público urbano municipal, porque ele não é eficiente."
Na sequência, o professor Antônio Clóvis “Coca” Ferraz, que é engenheiro de transportes, responsável pela elaboração do estudo técnico apresentado à administração municipal, explicou que o trabalho foi desenvolvido pela Fundação para o Incremento da Pesquisa e do Aperfeiçoamento Industrial (Fipai), vinculada à Universidade de São Paulo (USP), instituição da qual é professor. "Esse trabalho chama-se Plano de Racionalização do Transporte Coletivo Urbano de Jataí”, informou.
Segundo ele, o estudo parte das características econômicas e urbanas do município para propor um sistema mais eficiente de transporte coletivo. "Jataí é um dos municípios mais desenvolvidos de Goiás e do país do ponto de vista econômico e social. É preciso sempre avançar. Daí a razão do nosso pré-projeto."
De acordo com Coca, o objetivo principal é oferecer um sistema moderno e que permita maior controle operacional. "O plano de racionalização tem por objetivo dotar a cidade de um sistema de transporte coletivo moderno, com qualidade e eficiência, bem como permitir o controle efetivo de todos os parâmetros que caracterizam o serviço, como quilometragem, frota, horários e número de passageiros."
O professor destacou que esse controle também permitiria definir com maior precisão os custos da operação e o valor do subsídio municipal. "Para subsidiar o transporte é preciso ter controle, para que a empresa operadora não receba mais do que o justo nem menos do que o justo."
Durante a apresentação, Coca afirmou que o transporte coletivo deve ser tratado como política pública de inclusão social. "O transporte coletivo é fundamental para permitir a mobilidade das pessoas de baixo poder aquisitivo."
Ele acrescentou que muitas pessoas deixam de circular pela cidade devido à deficiência do serviço. "Há pessoas que vivem na periferia e não conseguem sequer conhecer a cidade. Elas ficam restritas ao bairro onde moram."
O professor também defendeu a ampliação das políticas públicas de gratuidade. "Nós defendemos que o próximo passo seja a tarifa zero, ou quase zero, porque isso melhora a qualidade de vida e o desenvolvimento econômico e social."
Ao apresentar o diagnóstico elaborado para Jataí, Coca avaliou que o sistema atual apresenta problemas estruturais. "O transporte coletivo de Jataí deixa a desejar. As viagens são demoradas. O atendimento às vezes ocorre de duas em duas ou três em três horas."
Segundo ele, um deslocamento entre bairros pode consumir até três horas. "Uma viagem entre dois bairros que não são atendidos pela mesma linha demora de duas a três horas. Isso é ruim. A qualidade é péssima."
Para solucionar esses problemas, o estudo propõe seis linhas principais, interligadas por uma estação de transferência localizada na região central da cidade. "A população não pode andar muito para usar o ônibus. O máximo permitido é de 400 a 450 metros. O ônibus também não pode demorar muito para passar; deve passar, no máximo, de hora em hora."
Segundo Coca, o sistema foi concebido para reduzir o tempo das viagens e facilitar a integração entre as linhas. "A pessoa pega o ônibus no bairro, chega rapidamente à região central e, se precisar mudar de linha, faz a transferência."
O professor enfatizou que a estrutura prevista não corresponde a um terminal rodoviário convencional. "Não tem praticamente embarque e desembarque no terminal. A maior parte das pessoas simplesmente faz a transferência de um ônibus para outro."
Ele explicou que o local serviria exclusivamente para integração operacional. "É uma estação de transferência. Quem quiser ver como funciona pode ir a Rio Verde. Lá existe um terminal semelhante."
Ainda segundo o responsável pelo estudo, o novo sistema prevê partidas de hora em hora, operação das 6 às 23 horas em dias úteis, bilhetagem eletrônica integrada, monitoramento por GPS e controle em tempo real da frota. "O usuário pagará apenas uma passagem, mesmo precisando trocar de ônibus."
Ao abordar a proposta de implantação da estação de transferência, Coca afirmou que o investimento estimado seria de aproximadamente R$ 2 milhões. "Considerando o benefício para a população, esse é um valor baixo."
Segundo ele, a própria empresa concessionária poderia construir a estrutura e ser remunerada gradualmente pela administração municipal. "O terminal poderá ser adquirido pela prefeitura mediante pagamentos mensais até se tornar patrimônio do município."
O professor acrescentou que o aumento do subsídio municipal seria relativamente pequeno diante da melhoria esperada no sistema. "A previsão é aumentar em torno de R$ 40 mil a R$ 50 mil por mês para termos um sistema ideal."
Coca estimou que a melhoria do serviço poderá ampliar significativamente o número de usuários. "A previsão é que entre 30 mil e 40 mil pessoas passem a utilizar o sistema por causa da qualidade que ele vai oferecer."
Ao concluir sua apresentação, reforçou que o estudo permanece aberto a alterações. "A audiência pública se presta exatamente a isso: apontar problemas e dar sugestões para que o projeto possa ser aperfeiçoado."
Após a exposição técnica, Marcelo Fiório voltou a fazer uso da palavra para explicar que o atual contrato de concessão permitiria adaptar o serviço às mudanças propostas. "O contrato existente teria total condição de se adaptar a esse pré-projeto."
Segundo ele, atualmente a prefeitura já subsidia parte da operação. "Hoje a prefeitura paga em torno de R$ 230 mil a R$ 240 mil por mês de subsídio. O restante é descontado da arrecadação das catracas."
Fiório afirmou que o proprietário da empresa concessionária demonstrou disposição para construir a futura estação de transferência. "O terminal poderá ser construído pela empresa e pago ao longo do contrato até se tornar patrimônio da prefeitura."
Para o superintendente, um sistema mais eficiente também contribuiria para a segurança viária. “Infelizmente estamos vendo acidentes acontecerem muitas vezes porque a pessoa não tem outra opção. Com um serviço eficiente, essas pessoas terão possibilidade de ir ao trabalho, ao lazer e aos estudos."
Ele acrescentou que o crescimento da cidade exigirá novas políticas públicas relacionadas à mobilidade urbana. "No futuro também teremos que discutir estacionamento rotativo. Isso faz parte do crescimento da cidade."
Em seguida, foi aberta a participação do público inscrito. A primeira manifestação foi da coronel Selma Rodrigues, secretária Municipal de Segurança Pública, que elogiou a iniciativa da Superintendência Municipal de Trânsito e afirmou que a proposta poderá contribuir para reduzir acidentes e ampliar a fiscalização do trânsito.
"Primeiro, parabenizar o nosso superintendente municipal de Trânsito, Marcelo Fiório, que pegou essa missão do nosso prefeito, levou muito a sério, entrou em contato com o professor Coca. Eu estou maravilhada com o projeto", declarou. Segundo ela, a melhoria do transporte coletivo poderá eliminar um dos principais argumentos utilizados por pessoas flagradas em situação irregular no trânsito.
"Essa alternativa não é só uma questão de justiça. Agora nós vamos poder aumentar a fiscalização porque teremos um transporte público eficiente. Não haverá desculpa de que a prefeitura fiscaliza, mas não oferece oportunidade para a pessoa chegar ao trabalho ou à escola no horário certo." A coronel também procurou tranquilizar moradores preocupados com a futura estação de transferência.
"É muito importante falar sobre esse local. Às vezes as pessoas se preocupam: 'Nossa, vai aglomerar pessoas'. Gente, uma das coisas muito importantes é que nós já disponibilizamos o videomonitoramento 24 horas. É um local que será bem monitorado." Segundo Selma, a estação terá função apenas de integração entre linhas. "Como o próprio professor Coca falou, é um local de transferência. Não é um local em que a pessoa fique aguardando muito tempo."
Ela concluiu defendendo que o interesse coletivo prevaleça durante a discussão. "Não podemos olhar apenas para interesses individuais. Temos que olhar para o interesse coletivo. Não há como crescer se a gente não estiver disposto a pensar no desenvolvimento da cidade."
Em seguida, Jara Carvalho Camilo afirmou representar moradores do Residencial Jataí e de bairros vizinhos. Embora tenha elogiado a proposta de modernização do transporte coletivo, manifestou oposição ao local inicialmente indicado para implantação da estação de transferência. "Inicialmente, quero parabenizar pelo projeto que está sendo colocado para Jataí."
Ela explicou que a preocupação dos moradores está concentrada exclusivamente na localização sugerida. "Estou aqui representando o Residencial Jataí. Nós viemos apenas questionar a localização."
Segundo Jara, os moradores entendem que existem alternativas mais adequadas. "Nós já temos problemas demais ali e não acreditamos que isso vá solucionar os problemas que temos."
Ela acrescentou que a implantação da estrutura poderia provocar impactos negativos para a região. "Quem tem carro não vai deixar de andar de carro para pegar o coletivo. Quem não tem, claro, vai utilizar e isso é muito bom para Jataí. Nós estamos apenas protestando quanto à localização."
A representante dos moradores também defendeu a preservação da arborização existente. "Existem tantos outros locais que poderiam receber esse empreendimento sem destruir as poucas árvores que ainda existem."
Ao concluir, reforçou o posicionamento do grupo. "A posição do Residencial Jataí e dos vizinhos é somente contra o local escolhido. Gostaríamos de deixar aqui o nosso apelo para que essa localização seja mudada."
Após agradecer a manifestação, Marcelo Fiório informou que o secretário de Serviços Urbanos, Tiago Alves Rua, trataria posteriormente das questões relacionadas à área indicada para implantação da estação, incluindo aspectos urbanísticos e estruturais.
Na sequência, o secretário Municipal de Obras e Planejamento Urbano, Cantimiro Martins, iniciou sua participação informando que acompanha a elaboração do novo Plano Diretor de Jataí e que havia feito anotações durante toda a apresentação técnica. "Estamos participando da elaboração do novo Plano Diretor."
Cantimiro lembrou que o documento apresentado ainda não representa uma decisão definitiva da administração municipal. "É importante reforçar que estamos discutindo um pré-projeto."
Durante sua manifestação, observou que a cidade passa por um processo de crescimento urbano que exigirá novas soluções de mobilidade e planejamento territorial. Também defendeu que a discussão seja conduzida com participação popular, permitindo aperfeiçoamentos antes da elaboração do projeto definitivo.
Ao longo de sua fala, destacou que a audiência pública representa justamente o espaço para sugestões, críticas e aprimoramentos técnicos. "É nesse momento que as pessoas podem contribuir para que o projeto fique melhor."
Cantimiro também afirmou que a localização da futura estação deveria ser analisada sob diferentes aspectos urbanísticos e técnicos, considerando tanto a mobilidade quanto os impactos para os bairros vizinhos, sem que isso significasse oposição ao transporte coletivo. Segundo ele, as contribuições apresentadas pela população poderão servir de base para o aperfeiçoamento da proposta antes da elaboração do projeto executivo.
Na continuidade das manifestações, outros participantes reforçaram a necessidade de manter o debate aberto e destacaram que a audiência pública não representava uma decisão definitiva da administração municipal.
Uma das participantes ressaltou que mudanças urbanas costumam gerar insegurança inicial, mas defendeu que a discussão deveria ocorrer sem confrontos. "Toda mudança gera ansiedade, insegurança e medo algumas vezes, mas é para isso que estamos aqui: para entender, conhecer e saber como vai ser."
Ela acrescentou que nenhuma decisão havia sido tomada. "Nada está sendo imposto. Se fosse imposto, vocês acordariam um dia e a construção já estaria acontecendo. Estamos aqui justamente para debater."
O vereador Durval Júnior também fez uso da palavra e afirmou que a audiência cumpria exatamente sua finalidade de ouvir diferentes segmentos da sociedade.
"Quero primeiramente parabenizar Marcelo Fiório por esse projeto inovador e ousado, que é um sonho da nossa população."
Segundo o parlamentar, a população deve compreender que a proposta apresentada ainda poderá sofrer alterações. "Foi falado o tempo todo que este é um pré-projeto."
Durval afirmou que a localização da estação ainda poderá ser modificada. "Pode ser lá no ginásio Vilelão, pode ser em outro lugar também."
Ele lembrou sua experiência como usuário do transporte coletivo. "Eu utilizei transporte público durante muitos anos. Sei a dificuldade que a gente enfrenta e o tempo que é perdido."
O vereador concluiu afirmando que o principal objetivo deve ser melhorar o serviço oferecido aos usuários. "Estamos aqui para ouvir toda a população. É isso que está acontecendo. Esta audiência está sendo feita para isso."
Antes de encerrar a audiência, novos participantes defenderam a continuidade do debate e apresentaram sugestões relacionadas ao funcionamento do futuro sistema de transporte coletivo.
O empresário Gildo Freitas Silva iniciou sua manifestação afirmando que o principal objetivo da audiência deveria ser o diálogo entre posições divergentes. Para ele, a apresentação do pré-projeto representa uma oportunidade de discutir soluções antes da tomada de qualquer decisão definitiva.
"Venho parabenizar a ideia. Parabenizo também todos aqueles que tiveram coragem de falar. Aqui é o local para falar. Claro que tem que ter a maneira correta de falar e sabendo que é um pré-projeto, não um projeto."
Segundo Gildo, as diferentes opiniões devem ser respeitadas. "Cada um tem seu pensamento e cada um tem o direito de manifestar. Não é porque um é contra que o outro tem que ficar com raiva ou sair falando. Jataí é uma cidade para todos."
Durante sua fala, ele afirmou que passou a associar o encontro à ideia de progresso. "Vou chamar essa reunião de progresso. Para mim, Jataí realmente precisa de um terminal. Não importa onde vai ser, ele vai trazer benefícios."
O empresário disse acreditar que a futura estação de transferência poderá valorizar a região onde vier a ser implantada. "Não acredito que vá trazer malefícios. Igual a comandante Selma falou, haverá Guarda Civil Municipal, câmeras, monitoramento. Para os comerciantes, o local também será valorizado."
Ao recordar sua trajetória na cidade, Gildo afirmou que nunca se posicionou contra obras consideradas importantes para o desenvolvimento urbano. "Não fui contra o asfalto da minha rua. Não fui contra o Centro Médico. Não fui contra a clínica de hemodiálise. Não fui contra a BR-158 passando ao lado da minha casa."
Também citou empreendimentos privados instalados próximos ao seu antigo comércio. "Não fui contra os circos, não fui contra o supermercado ABC e também não fui contra a Choperia Rodeio, mesmo sendo concorrente."
Para ele, a população não deve ser contrária à implantação do terminal. "Ninguém está falando que vai ser naquele local. Só precisamos entender que em algum lugar ele terá que ser construído."
Ao concluir, elogiou a condução do processo pela administração municipal. "Parabenizo esta gestão que, diferentemente das anteriores, está trazendo a discussão para o debate público antes de executar qualquer mudança."
Na sequência, Ruberley Rodrigues de Souza, diretor-geral do Instituto Federal de Goiás (IFG) em Jataí, afirmou que a instituição já havia levado à prefeitura a necessidade de melhorias no transporte coletivo para atender estudantes de diferentes regiões da cidade. "É uma demanda que nós já trouxemos para o prefeito e para o Marcelo Fiório."
Segundo ele, alguns alunos enfrentam deslocamentos excessivamente longos. "Temos estudantes de vários setores que acordam às quatro horas da manhã para iniciar as aulas às sete porque o ônibus faz uma volta tão grande que eles permanecem cerca de duas horas dentro do transporte."
Ruberley afirmou que considera a implantação de uma estação de transferência essencial para reduzir o tempo das viagens. "Se vai ser no Vilelão ou em outro local, acredito que precisamos de um terminal para termos linhas mais curtas e mais rápidas."
O diretor lembrou sua experiência como usuário do transporte coletivo em Goiânia. "Morei perto de um terminal e isso era uma grande vantagem. Conseguia chegar rapidamente à universidade porque podia utilizar linhas rápidas e fazer o transbordo com facilidade."
Ao concluir, defendeu que a comunidade participe da escolha da melhor localização. "Que a comunidade consiga decidir o melhor local, a melhor solução, mas que, com certeza, o terminal é uma solução. Parabéns pelo trabalho e pelo pré-projeto."
Depois das manifestações espontâneas, Marcelo Fiório voltou a abrir espaço para novas participações e ressaltou que qualquer pessoa ainda poderia fazer perguntas ou apresentar sugestões.
Um participante, o advogado Victor André Lima Barros, que havia feito anotações durante toda a apresentação técnica, formulou uma série de questionamentos dirigidos à equipe responsável pelo estudo.
Entre as dúvidas apresentadas estavam o valor do subsídio pago pela prefeitura de Rio Verde ao transporte coletivo, a possibilidade de redução da tarifa em Jataí, o modelo de ônibus previsto para operação, a capacidade da via inicialmente indicada para receber a estação de transferência, a realização de estudos sobre circulação e manobras dos veículos e a possibilidade de implantação de outros terminais no futuro.
Barros também sugeriu que o novo sistema atendesse áreas de lazer da cidade nos finais de semana. "Talvez organizar isso com a empresa para que também funcione aos finais de semana, pela manhã e no final da tarde, porque são horários em que as pessoas mais utilizam esses espaços para atividades físicas."
Ao responder à última sugestão, Marcelo Fiório informou que o pedido já havia sido encaminhado para inclusão no estudo. "Essa demanda do lago já foi apresentada formalmente. Eu já passei ao professor Coca para que exista ônibus para o lago, permitindo que as pessoas utilizem o transporte público também para o lazer."
No encerramento da audiência, Fiório reafirmou que a discussão permanecerá aberta e anunciou a realização de novos encontros antes da conclusão do projeto. "Vamos fazer outra audiência. Prometo que faremos uma divulgação ainda maior. Se for preciso lotar um ginásio com estudantes e usuários do transporte coletivo, nós faremos."
Segundo ele, a administração municipal pretende manter transparência durante todas as etapas do processo. "Nós queremos transparência total."
O superintendente também colocou a equipe técnica à disposição da população para receber novas sugestões. "Quem tiver qualquer dúvida em relação ao pré-projeto, o professor Coca é altamente acessível para receber as demandas e responder a todos."
Ao concluir os trabalhos, Fiório agradeceu a participação do público e voltou a defender que o objetivo comum dos participantes era encontrar a melhor solução para a cidade.
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