Entre os casos confirmados, um está curado. Três testes apresentaram resultado inconclusivo
Abertura da última temporada de sessões do mês contou com dois convidados na tribuna

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Público - 24 de Junho de 2020 às 11:59 - por: Francisco Privado - 24 de Junho de 2020 às 11:58 - por: Francisco Privado - 24 de Junho de 2020 às 11:57 - por: Francisco

Violência doméstica: farmácias recebem denúncias

Câmara apoia campanha nacional que ajuda mulheres a denunciar abusos WhatsApp Copiar Link

Durante a sessão ordinária do dia 23 de junho, a vereadora Maria Aparecida, a “Cida”, citou a campanha Sinal Vermelho contra a Violência Doméstica, que incentiva as vítimas de violência doméstica a denunciar agressões nas farmácias. A presidente Kátia Carvalho endossou as observações da colega e hipotecou o apoio da Câmara Municipal de Jataí à iniciativa.

Promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), a campanha Sinal Vermelho contra a Violência Doméstica foi lançada no último dia 10 de junho. Desde então, basta mostrar um X vermelho na palma da mão para que o atendente ou o farmacêutico entenda tratar-se de uma denúncia e em seguida acione a polícia e encaminhe o acolhimento da vítima.  

A ação é voltada para as mulheres que têm dificuldade para prestar queixa de abusos, seja por vergonha ou por medo. “A vítima, muitas vezes, não consegue denunciar as agressões porque está sob constante vigilância. Por isso, é preciso agir com urgência”, disse a presidente da AMB, Renata Gil, de acordo com o material da campanha.

Cerca de 10 mil farmácias de todo o país, filiadas a duas associações do setor, são parceiras na iniciativa. Segundo o material da campanha, atendentes e farmacêuticos seguirão protocolos preestabelecidos para lidar com a situação e não necessariamente serão chamados a testemunhar nos casos.

Entre março e abril deste ano, já em meio à pandemia do novo coronavírus, os casos de feminicídio cresceram 22,2% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com um levantamento feito em 12 estados e divulgado na semana passada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

No mesmo levantamento, o FBSP apontou queda na abertura de boletins de ocorrência ligados à violência doméstica. Para a entidade, os dados do levantamento demonstram que, ao mesmo tempo em que estão mais vulneráveis durante a crise sanitária, as mulheres têm tido mais dificuldade para formalizar queixa contra os agressores.

 

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