Expediente volta ao normal em agosto. Trabalhos da CPI Administrativa seguem em andamento
Oitiva de testemunhas está marcada para os dias 29 e 30 de junho

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Público - 30 de Junho de 2020 às 17:56 - por: Francisco Privado - 30 de Junho de 2020 às 17:52 - por: Francisco Privado - 30 de Junho de 2020 às 17:43 - por: Francisco

CPI Administrativa: testemunhas prestam depoimentos

Em dois dias, foram ouvidas quase todas as pessoas convocadas pela comissão WhatsApp Copiar Link

Foi realizada nos dias 29 e 30 de junho de 2020, no plenário João Justino de Oliveira, a oitiva das testemunhas convocadas pela CPI Administrativa, a Comissão Parlamentar de Inquérito instalada para investigar supostas irregularidades na reforma da casa do prefeito Vinícius Luz.

No dia 29, o presidente da comissão, Creso Vilela (MDB), o relator Major Davi Pires (DC) e o membro Thiago Maggioni (PSDB) fizeram perguntas ao marceneiro Neucilon Cunha Garcia, ao mestre de obras Márcio Gleik Siqueira Lima, ao empresário Rômulo Paniago França e à autônoma e produtora rural Rogéria Furquim Vasconcelos. Nas duas rodadas de depoimentos, o advogado do chefe do executivo, Wandir Allan de Oliveira, também questionou as testemunhas.

O segundo dia teve os depoimentos dos empresários Eduardo Lúcio de Souza Costa e Ricardo Cintra Farias, do superintendente Municipal de Serviços Urbanos, o arquiteto e urbanista Eudes Assis Carvalho Filho, do secretário executivo do gabinete do prefeito, Geni Eurípedes de Souza Filho, e do secretário da Fazenda de Jataí, Roberto Augusto Lobato.

Também estavam previstos os depoimentos dos ex-funcionários públicos José Domingos da Silva Neto e Júlia Anita Luz Filgueira, mas o advogado Wandir Oliveira, alegando suspeição, pediu a dispensa de ambos por terem trabalhado na prefeitura na atual gestão. Eles, que são casados, terão sua situação analisada pela Procuradoria Jurídica da Câmara. De acordo com o presidente da CPI, Creso Vilela, caso não haja impedimento legal, será agendada uma nova data para os depoimentos.

Embora a Câmara Municipal entre em recesso parlamentar no dia 1º de julho, os trabalhos da CPI não serão paralisados. Inclusive os servidores cujos serviços sejam necessários ao andamento das investigações tiveram suas férias canceladas. 

De acordo com o roteiro traçado pelo colegiado, as reuniões, convocadas com antecedência e com pauta específica, ocorrerão em horário e local definidos pela presidência da CPI em conjunto com os demais membros. Durante o recesso, serão realizadas duas reuniões, na quarta-feira e na quinta-feira de cada semana, às 9 horas, seja na Câmara ou por videoconferência.

Pelo prazo de 120 dias, a CPI investigará possíveis indícios de contratações/locações onerosas de veículos; fraude em processo licitatório convite nº03/18; contratações superfaturadas; subfaturamento de transação imobiliária de imóvel adquirido pelo prefeito com indício de lesão ao patrimônio público; vantagens indevidas a agentes públicos; ausência de alvará prévio para reforma e ampliação de imóvel adquirido pelo prefeito e utilização indevida de servidor público para tratar de interesse particular de agente público, no âmbito da administração municipal.

Encerrada a fase de audiências para ouvir as testemunhas e a defesa do prefeito, será produzido um texto pelo relator do colegiado. O relatório aprovado pela CPI, seja favorável ou contrário ao chefe do executivo, será posteriormente levado para discussão e votação em plenário, pelos dez vereadores. 

 

 

 


Vídeo do primeiro dia de depoimentos

Vídeo do segundo dia de depoimentos